A fisioterapia está de postura nova. O fisioterapeuta deixou de ser somente um especialista na recuperação de acidentados, portadores de distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios para se preocupar com a plena utilização do corpo do paciente. Para isso, lida com os aspectos motores e as questões emocionais e sensoriais que podem estar causando ou agravando o problema. "Meu trabalho com bebês deficientes mentais se limitava a exercícios de fortalecimento e alongamento muscular, mas percebi que poderia ajudá-los a utilizar mais o seu potencial", conta Carla Plihaal, da Clínica Morumbi, em São Paulo. "Agora, incentivo cada fase de desenvolvimento, ensinando-os a rolar, a se arrastar, a engatinhar e, por fim, a andar corretamente."
A preocupação em enxergar o paciente como um todo chegou à profissão com novas técnicas, como a RPG (Reeducação Postural Global), que visa corrigir vícios de postura e evitar lesões da coluna e das articulações. "Atuamos cada vez mais na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida", diz Amélia Pasqual Marques, coordenadora do curso de fisioterapia da USP, em São Paulo. Hoje, o profissional está presente até no campo da beleza. Com exercícios especiais, ajuda a amenizar marcas de cirurgias plásticas e de lipoaspiração.
fonte: Guia do Estudante Abril (2000)